Terça-feira, Setembro 27, 2005
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Morreu hoje o Chaves brasileiro.
Um dos pioneiros do humor da TV brasileira, o comediante Ronald Golias, 76, morreu no final da madrugada desta terça-feira em São Paulo em decorrência de uma infecção generalizada proveniente de uma infecção pulmonar. O ator estava internado desde o último dia 8 no Hospital São Luiz, no Morumbi (zona oeste).
Sua carreira se confunde com a própria criação do rádio e da TV no Brasil. Seu personagem mais famoso na televisão foi Carlos Bronco Dinossauro, da série "A Família Trapo", que estreou na TV Record em 1967.
Arquivo Folha Imagem
Humorista Ronald Golias (ao centro) durante episódio da "A Família Trapo"
Nascido no dia 4 de maio de 1929 em São Carlos, no interior de São Paulo, o humorista sempre viu em sua profissão uma missão. Nas poucas entrevistas que concedeu, ele comparava o bom comediante ao carteiro: "Ambos têm a missão de caprichar na entrega e gostar do que fazem, caso contrário não têm futuro".
Antes de estrear no rádio, o humorista, filho do marceneiro Arlindo Golias, fez de tudo um pouco. Foi ajudante de alfaiate, funileiro, fabricante de presépios, agente de seguros e até aqualouco. Na Rádio Nacional ele foi descoberto por Manoel de Nóbrega --que, impressionado com seu talento, resolveu contratá-lo para atuar também na TV.
Nos anos 50, foi uma das estrelas do programa humorístico "Praça da Alegria", na antiga TV Paulista (atual Globo). Pacífico, seu primeiro personagem na TV, ficou famoso pelo bordão "ô Cride".
Com o sucesso na TV, o comediante foi convidado para estrelar no cinema. Sua primeira participação na telona foi no filme "Um Marido Barra Limpa", de Luís Sérgio Person, em 1957. Golias também contracenou com grandes nomes do humor da época, como Grande Otelo e Ankito, em "Os Cosmonautas", "Tudo Legal" e "Os Três Cangaceiros", entre outros.
Em 67, Golias levou para a televisão seu personagem Bronco, que já fazia sucesso no cinema. Ele estreou no humorístico "A Família Trapo", da TV Record, ao lado de Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Cidinha Campos, Ricardo Corte Real e Jô Soares. O programa foi ar até 1971.
Desde junho de 1990, Golias, com mais de 50 anos de carreira, integrava o elenco fixo do SBT. Ele era uma das atrações do humorístico "A Praça é Nossa", comandado por Carlos Alberto de Nóbrega --filho de Manoel.
No programa, ele vivia personagens como Pacífico, Bronco e Professor Bartolomeu, entre outros. Recentemente trabalhou na "Escolinha do Golias", ao lado da grande amiga Nair Belo. Nos últimos meses, ele podia ser visto também no seriado "Meu Cunhado", ao lado de Moacyr Franco, interpretando Bronco mais uma vez.
Casado com Lúcia Golias, 63, o comediante teve somente uma filha, Paula, 38.
C)FOLHA DE SÃO PAULO
Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Certo fazendeiro resolve contratar um carpinteiro para uma série de reparos em sua propriedade. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu de seu carro furou, fazendo com que ele deixasse de ganhar uma hora de trabalho. Sua serra elétrica quebrou, e aí ele cortou o dedo. Como se não bastasse, no final do dia, seu carro não funcionou.
Assim, o fazendeiro resolve oferecer carona para casa. Percorrida a viagem, o carpinteiro convidou-o a entrar e conhecer sua família. Quando os dois se dirigiam à porta da casa, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Ao abrir a porta de casa, o carpinteiro já parecia outro: os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso. Ele abraçou os filhos e beijou a esposa.
Após uma alegre refeição, o fazendeiro agradeceu e despediu-se de todos. O carpinteiro acompanhou seu convidado até o carro.
Assim que passaram pela árvore, o fazendeiro questionou seu anfitrião sobre o motivo pelo qual ele tocara na planta antes de entrar em casa.
- Ah! Esta é a minha planta dos problemas. Eu sei que não posso evitar todos os problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e só os pego de volta no dia seguinte. E o senhor quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando volto para buscar meus problemas, eles não são nem metade daquilo que eu lembro de ter deixado na noite anterior.
Jamais descarregue seus problemas e frustrações nos outros, principalmente naqueles que você tanto ama.
Sábado, Setembro 17, 2005
Vem chegando a primavera!
Viva a estação das flores
Viva a estação do amor!
Um sábado ensolarado de amor e beijos para você!
C)Caderno Vida do JB de hoje.
Quinta-feira, Setembro 15, 2005
Cada dia conta
Cada dia é uma oportunidade de tornar sua vida o que você quer que ela seja. Tudo é possível quando você trabalha para isso, um dia de cada vez. Pule um dia e você perderá uma chance. Tente fazer tudo ao mesmo tempo e você falhará.
Trabalhe constante e firmemente, dando importância a cada dia, e você atingirá suas metas. Hoje você tem a chance de crescer, de fazer um pouco mais do que você fez ontem, um pouco melhor, com um pouco mais de eficiência. Todo mundo pode fazer um pouco mais, aprender um pouco mais e crescer um pouco mais a cada dia. Logo, com um esforço consistente, esses ¿pedacinhos¿ se somam e se transformam em grandes realizações.
Há alguma coisa que você queira mudar? Hoje é o dia de começar a fazê-lo. Existe um cliente que você queira conquistar? Hoje é o dia de começar a fazer com que tudo isso aconteça. Você precisa perder peso? Hoje é o dia de começar a fazê-lo. Não na próxima segunda-feira ou no mês que vem: hoje. Você merece alcançar seus objetivos quanto antes. Controle o dia de hoje e você controlará sua vida.
Sábado, Setembro 10, 2005
Televisão
A rainha da cocada
Latoya, a negra inconformada com
sua negritude, garante a diversão
e a polêmica em A Lua Me Disse
Ricardo Valladares
Divulgação - VEJA 10/09/2005
"Sua vagabunda" e "você tem uma cara boa de bater" são algumas das frases nada carinhosas que a atriz Zezeh Barbosa tem ouvido na rua por causa de sua personagem Latoya, da novela A Lua Me Disse. Latoya é uma vilã contumaz: despejou a mãe de casa, despediu a irmã e virou laranja num esquema de corrupção. "Ela é como muitos brasileiros: quer se dar bem sem trabalhar", diz Miguel Falabella, que escreve a novela das 7 da Rede Globo em parceria com Maria Carmem Barbosa. Os xingamentos atestam que só a popular Dona Roma, vivida pelo ator Miguel Magno, é páreo para o sucesso de Zezeh no horário. "Nunca fui tão reconhecida", diz ela. Mas a característica que mais chama atenção na personagem é que ela abomina ser negra. Latoya (que assim se batizou em homenagem à irmã de Michael Jackson, a reformadíssima La Toya Jackson) se intitula afro-americana, alisa e clareia os cabelos e dorme com um pregador de roupa no nariz para afiná-lo. Sua incontinência verbal não tem limites: Latoya nunca perde a chance de desmerecer os negros. Até dois meses atrás, ela tinha como cúmplice em suas maldades a irmã Whitney (essa em tributo à esganiçada Whitney Houston), interpretada por Mary Sheila. Whitney, porém (só a da novela), está a caminho da redenção.
O nome verdadeiro de Latoya é Anastácia. "Mas isso é nome de escrava, e meu objetivo não é a senzala. Eu estou a fim é da casa-grande", explicou a personagem. As tiradas de Latoya causam polêmica no movimento negro. "Precisamos ser representados por personagens positivos, e essa é muito negativa", diz o militante paulista Daniel Teixeira. Há que reconhecer, no entanto, que Latoya encarna vários aspectos reais, ainda que desanimadores, da população negra brasileira ¿ e fingir que gente como ela não existe é hipocrisia. Até o momento, felizmente, Latoya não foi vítima de nenhuma patrulha politicamente correta, como já ocorreu com outros personagens de A Lua Me Disse. Há duas semanas, os autores da novela levaram um pito do Ministério Público por causa dos esculachos sofridos por Índia ¿ representada por uma descendente de nambiquaras. Já o homossexual interpretado por Agildo Ribeiro foi eliminado por causa das reclamações de grupos gays, que o consideravam caricato. "Bobagem dessa gente que não entende que esse tipo de homossexual existe. Eu conheço vários", diz Falabella. Na semana que vem, terá início o inevitável castigo de Latoya, que está envolvida numa CPI e com ordem de prisão decretada. Se depender do autor, ela fugirá para o Nordeste para trabalhar num circo como mulher-macaca. "Ela vai pagar mico. Ficará di-vi-na de peruca black power", diverte-se Falabella.
Filha de uma dona-de-casa e um serralheiro, a atriz Zezeh Barbosa cresceu com treze irmãos em Osasco, na Grande São Paulo. Aos 17 anos (ela diz hoje que tem "mais de 30"), saiu de casa para estudar arte dramática, bancando-se como operadora de telemarketing e atendente de cantina. Em 1996, Falabella viu seu desempenho no teatro e a chamou para atuar na novela Salsa e Merengue. Casada e mãe de um filho de 11 anos, ela dá de ombros para as acusações contra Latoya ¿ até porque sabe o que é racismo de verdade. "Nunca me chamam para fazer comercial. Negro só aparece em propaganda lá no fundo", diz.
Perfil
Nome: Carlos Dutra
Idade:Coração Jovem
Cidade:Rio
Niver: 27/11
Humor:Apaixonado..desde 24/09/03 pelo meu Blog
MSN:carlosdu2004@hotmail.com
Idem para o ORKUT
E-mail
carlosdutra@gmail.com
carlosdutra@walla.com

























Vasculhando blogs pela rede descobri esse post interessante do Alexandre
que retrata de uma maneira bem humorada nossa vida com nosso blog.
Sobre o ato de blogar
Dando uma espiadela nas estatísticas deste endereço, descobri que Pensar Enlouquece aparece entre os 10 primeiros resultados no Google para internautas que buscam pela palavra "blogger" em páginas do Brasil. A vocês, incautos que fizeram essa pesquisa, dedico os textos abaixo.
* * * * *
Tempo é relativo, que o digam aqueles que estão habituados à leitura constante de blogues. Se um blogueiro fica dois ou três dias sem atualizar a página, sempre surgirá algum internauta a comentar: "cadê você?".
Em geral, posts são marcados por uma linguagem informal, descompromissada, não raro pontuada por erros de grafia que denunciam a urgência com que o internauta escreve seu texto, como rascunhos que já nascem com caráter definitivo. Do comando do cérebro ao ato dos dedos digitando no teclado, palavras borbotam e - clic! - desembocam direto para a tela.
E no entanto, há blogueiros que, sem idéias prodigiosas o suficiente para justificar um novo post, limitam-se a escrever: "estou sem idéias, portanto fiquem com este teste (ou link, ou charge, ou letra de música)". Ou seja, postam como que se sentissem compelidos a publicar pelo menos uma coisa, por mais irrelevante que seja, simplesmente para não permitir que as teias de aranha virtuais ocupem seu blog pelo enorme intervalo de... um dia.
Repare: toda vez que um novo texto é publicado, os anteriores deixam de receber novos comentários. Na blogosfera, mais do que nunca prevalece a cultura do imediato: o post está morto, viva o novo post! Em nome da velocidade no carregamento do site, não mais que dez artigos são publicados na página inicial, enquanto os anteriores são empurrados para o quartinho dos fundos. Pergunto: quantos gatos pingados possuem o hábito recorrente de vasculhar os arquivos de um blog?
É preciso ainda falar de textos longos. Quantas vezes você já não se deparou com algum post mais alongado que, metalinguisticamente, pedia desculpas ao leitor com alguma frase do tipo "se você teve paciência para chegar até aqui...". E isso para não falar dos comentários off topic, ao melhor estilo não-tive-tempo-para-ler-seu-texto-só-escrevi-pra-dizer-oi-adoro-o-seu-blog-visite-o-meu! O fato é inequívoco: ler textos na tela é cansativo e é difícil resistir à compulsão de "folheá-los" na diagonal.
Por vezes encaro Pensar Enlouquece como uma espécie de antiblog. Não porque eu desgoste de blogues (muito pelo contrário, a considerável quantidade de links do meu menu à esquerda é a prova contumaz de que há muita vida inteligente na blogosfera) ou raramente fale de minha vida pessoal, e sim porque não sou, e provavelmente jamais serei capaz de publicar textos aprazíveis todo santo dia. Enquanto a maior parte de meus colegas publica três, quatro, cinco posts no intervalo de poucas horas, aqui dificilmente você se deparará com mais do que um texto por dia, e isso se houver algum.
Em meio a tanta urgência e fugacidade há que se reiterar, pois, alguns dos melhores aspectos positivos do meio "blog": o fomento de debates em tempo real, o estímulo à comunicação de idéias, a democratização da publicação de conteúdo na Web, e, principalmente, a liberdade de expressão (apesar da boçalidade de certas figuras, como o funcionário da Dow Right que quis intimidar Cris Dias a ponto de tentar persuadi-lo a remover um texto de seu blog).
Não posso deixar de lamentar, contudo, os efeitos colaterais surgidos em meio à urgência de novos posts. Ao contrário de textos impressos em celulose, transportáveis para qualquer local e lidos quando bem entender, o prazo de validade de um post vale pelo tempo em que é exibido na home-page. Depois, torna-se jornal virtual a embrulhar peixes cibernéticos precocemente envelhecidos, folheado por uma massa restrita de leitores.
* * * * *
Toda vez que eu encontro um amigo, digamos, "off-line", e ele descobre que possuo um blog razoavelmente conhecido, a pergunta que segue é quase inevitável:
- Blog? O que é isso?
Tecnicamente falando, blog é um site regularmente atualizado, cujos posts ("entradas" compostas por textos, fotos, ilustrações e/ou links) são armazenados em ordem cronologicamente inversa, com as atualizações mais recentes no topo da página. Criados a partir de ferramentas de publicação que dispensam seu autor de conhecer obrigatoriamente HTML ou outras linguagens de programação (exemplos: Blogger, Movable Type e B2), blogues são páginas dinâmicas e democráticas: qualquer internauta razoavelmente alfabetizado é capaz de criar o seu. Podem ser espaço para desabafos pessoais, mural de recados, caderno de rascunhos literários, veículo para egolatria destilado em bits e bytes, divã virtual, depósito de links curiosos, diário de viagem, hobby para desocupados ou tudo isso ao mesmo tempo agora.
Falando sob o meu ponto de vista específico, este blog é um recanto virtual no qual exponho minhas idéias, divulgo pessoas, obras e links que julgo que mereçam ser melhor conhecidas, publico algumas experimentações literárias e interajo com outras pessoas. Ou seja, como uma espécie de fanzine eletrônico através do qual filtro o mundo à minha volta de acordo com meus interesses, paixões e imperfeições.
Contudo, não posso dizer que me surpreendo ao constatar que a maior parte dos blogues Web afora limita-se a dar copy-and-paste de crônicas, ilustrações, notas informativas e letras de música de terceiros, limando um blog do que ele poderia oferecer de mais interessante: as opiniões e idéias inequivocadamente únicas da pessoa que o criou. Mesmo assim, esses sites possuem lá o seu valor sociológico, ao delinear o perfil de uma geração que não diz a que veio simplesmente porque é incapaz de formular sentenças de próprio cunho, e que se compraz em rechear seus blogues com piadas recicladas e ilustrações que repetem ad nauseam os mesmos padrões de sátira baseados em trocadilhos e/ou montagens photoshopadas.