Sábado, Outubro 08, 2005
Sonho ou fantasia?
Às vezes demora para "cair a ficha", e às vezes dói pra caramba você descobrir que nada, ninguém e nenhum objeto são mais importantes que o seu bem-estar.
Infelizmente, a grande maioria das pessoas precisam passar por experiências dolorosas antes de perceberem a sua "real importância e responsabilidade" no seu modo de vida. Passamos e perdemos muito tempo jogando a nossa felicidade nas mãos e terceiros, seja no amor, no trabalho e até na família.
Criamos fantasias, e fantasias são diferentes de sonhos. O sonho é aquela mola que nos impulsiona, que nos empurra para a frente, que nos dá força para lutarmos por objetivos. Já ás fantasias são fruto de nossa carência emocional e normalmente são desejos fugazes.
Sabe a criança que pede um brinquedo, pula, grita e berra no supermercado e, quando ganha, brinca meia hora e logo joga o brinquedo num canto qualquer? Isso é a fantasia, ou caprichos do orgulho.
Será que o seu desejo de hoje, aquilo que anda fazendo você sofrer, não é apenas uma fantasia? Será que você não esqueceu da pessoa mais importante na sua vida (você) e está maltratando seu coração, sua saúde, seu lado espiritual com idéias e conceitos que só trazem sofrimento?
Hoje o desafio é comprar um presente para você. Pode ser aquela caneta de R$ 1,99. O importante é o valor que você vai dar para o ato, para o presente e, principalmente, para você mesmo.
Tudo isso é só para lembrar o quanto você é importante e pode fazer a diferença. Cuide-se! Não permita que magoem você, que merece mais, muito mais.
C>Reilse Massahud
Domingo, Outubro 02, 2005
Os 100 melhores romances do século
Folha de São Paulo - 3 de Janeiro de 1999-16 de Fevereiro de 1999
Ulisses (1922) - James Joyce
Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) - Marcel Proust
O Processo - Franz Kafka
Doutor Fausto (1947) - Thomas Mann
Grande Sertão: Veredas (1956) - Guimarães Rosa
O Castelo (1926) - Franz Kafka
A Montanha Mágica (1924) - Thomas Mann
O Som e a Fúria (1929) - William Faulkner
O Homem sem Qualidades (1930-43) - Robert Musil
Finnegans Wake (1939) - James Joyce
A Morte de Vírgilio (1945) - Hermann Broch
Coração das Trevas (1902) - Joseph Conrad
O Estrangeiro (1942) - Albert Camus
O Inominável (1953) - Samuel Beckett
Cem Anos de Solidão (1967) - Gabriel Garcia Márquez
Admirável Mundo Novo (1932) - Aldous Huxley
Mrs. Dalloway (1925) - Virgínia Woolf
Ao Farol (1927) - Virgínia Woolf
Os Embaixadores (1903) - Henry James
A Consciência de Zeno (1923) - Italo Svevo
Lolita (1958) - Vladimir Nabokov
Paraíso (1960) - José Lezama Lima
O Leopardo (1958) - Tomaso di Lampedusa
1984 (1949) - George Orwell
A Naúsea (1938) - Jean-Paul Sartre
O Quarteto de Alexandria (1957-1960) - Lawrence Durrell
Os Moedeiros Falsos (1925) - André Gide
Malone Morre (1951) - Samuel Beckett
O Deserto de Tártaros (1940) - Dino Buzzati
Lord Jim (1900) - Joseph Conrad
Orlando (1928) - Virginia Woolf
A Peste (1947) - Albert Camus
O Grande Gatsby (1925) - Scott Fitzgerald
O Tambor (1959) - Günter Grass
Pedro Páramo (1955) - Juan Rulfo
Viagem ao Fim da Noite (1932) - Louis-Ferdinand Céline
Berlin Alexanderplatz (1929) - Alfred Döblin
Doutor Jivago (1957) - Boris Pasternak
Molloy (1951) - Samuel Beckett
A Condição Humana (1933) - André Malraux
O Jogo da Amarelinha (1963) - Julio Cortázar
Retrado do Artista quando Jovem (1917) - James Joyce
A Cidade e as Serras (1901) - Eça de Queirós
Aquela Confusão Louca da Via Merulana (1957) - Carlo Emilio Gadda
As Vinhas da Ira (1939) - John Steinbeck
Auto de Fé (1935) - Elias Canetti
À Sombra do Vulcão (1947) - Malcolm Lowry
O Visconde Partido ao Meio (1952) - Italo Calvino
Macunaíma (1928) - Mário de Andrade
O Bosque das Ilusões Perdidas (1913) - Alain Fournier
Morte a Crédito (1936) - Louis-Ferdinand Céline
O Amante de Lady Chatterley (1928) - D.H. Lawrence
O Século das Luzes (1962) - Alejo Carpentier
Uma Tragédia Americana (1925) - Theodore Dreiser
América (1927) - Franz Kafka
Fontamara (1930) - Ignazio Silone
Luz em Agosto (1932) - William Faulkner
Nostromo (1904) - Joseph Conrad
A Vida - Modo de Usar (1978) - Georges Perec
José e Seus Irmãos (1933-1943) - Thomas Mann
Os Thibault (1921-1940) - Roger Martin du Gard
Cidades Invisíveis (1972) - Italo Calvino
Paralelo 42 (1930) - John dos Passos
Memórias de Adriano (1951) - Marguerite Yourcenar
Passagem para a Índia (1924) - E.M. Forster
Trópico de Câncer (1934) - Henry Miller
Enquanto Agonizo (1930) - William Faulkner
As Asas da Pomba (1902) - Henry James
O Jovem Törless (1906) - Robert Musil
A Modificação (1957) - Michel Butor
A Colméia (1951) - Camilo José Cela
A Estrada de Flandres (1960) - Claude Simon
A Sangue Frio (1966) - Truman Capote
A Laranja Mecânica (1962) - Anthony Burgess
O Apanhador no Campo de Centeio (1951) - J.D. Salinger
Cavalaria Vermelha (1926) - Isaac Babel
Jean Christophe (1904-12) - Romain Rolland
Complexo de Portnoy (1969) - Philip Roth
Nós (1924) - Evgueni Ivanovitch
O Ciúme (1957) - Allain Robbe-Grillet
O Imoralista (1902) - André Gide
O Mestre a Margarida (1940) - Mikhail Afanasevitch
O Senhor Presidente (1946) - Miguel Ángel Asturias
O Lobo da Estepe (1927) - Herman Hesse
Os Cadernos de Malte Laurids Bridge (1910) - Rainer Maria Rilke
Satã em Gorai (1934) - Isaac B. Singer
Zazie no Metrô (1959) - Raymond Queneau
Revolução dos Bichos (1945) - George Orwell
O Anão (1944) - Pär Lagerkvist
A Tigela Dourada (1904) - Henry James
Santuário (1931) - William Faulkner
A Morte de Artemio Crus (1962) - Carlos Fuentes
Don Segundo Sombra (1926) - Ricardo Güiraldes
A Invenção de Morel (1940) - Adolfo Bioy Casares
Absalão, Absalão (1936) - William Faulkner
Fogo Pálido (1962) - Vladimir Nabokov
Herzog (1964) - Saul Bellow
Memorial do Convento (1982) - José Saramago
Judeus sem Dinheiro (1930) - Michael Gold
Os Cus de Judas (1980) - Antonio Lobo Antunes
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Perfil
Nome: Carlos Dutra
Idade:Coração Jovem
Cidade:Rio
Niver: 27/11
Humor:Apaixonado..desde 24/09/03 pelo meu Blog
MSN:carlosdu2004@hotmail.com
Idem para o ORKUT
E-mail
carlosdutra@gmail.com
carlosdutra@walla.com

























Vasculhando blogs pela rede descobri esse post interessante do Alexandre
que retrata de uma maneira bem humorada nossa vida com nosso blog.
Sobre o ato de blogar
Dando uma espiadela nas estatísticas deste endereço, descobri que Pensar Enlouquece aparece entre os 10 primeiros resultados no Google para internautas que buscam pela palavra "blogger" em páginas do Brasil. A vocês, incautos que fizeram essa pesquisa, dedico os textos abaixo.
* * * * *
Tempo é relativo, que o digam aqueles que estão habituados à leitura constante de blogues. Se um blogueiro fica dois ou três dias sem atualizar a página, sempre surgirá algum internauta a comentar: "cadê você?".
Em geral, posts são marcados por uma linguagem informal, descompromissada, não raro pontuada por erros de grafia que denunciam a urgência com que o internauta escreve seu texto, como rascunhos que já nascem com caráter definitivo. Do comando do cérebro ao ato dos dedos digitando no teclado, palavras borbotam e - clic! - desembocam direto para a tela.
E no entanto, há blogueiros que, sem idéias prodigiosas o suficiente para justificar um novo post, limitam-se a escrever: "estou sem idéias, portanto fiquem com este teste (ou link, ou charge, ou letra de música)". Ou seja, postam como que se sentissem compelidos a publicar pelo menos uma coisa, por mais irrelevante que seja, simplesmente para não permitir que as teias de aranha virtuais ocupem seu blog pelo enorme intervalo de... um dia.
Repare: toda vez que um novo texto é publicado, os anteriores deixam de receber novos comentários. Na blogosfera, mais do que nunca prevalece a cultura do imediato: o post está morto, viva o novo post! Em nome da velocidade no carregamento do site, não mais que dez artigos são publicados na página inicial, enquanto os anteriores são empurrados para o quartinho dos fundos. Pergunto: quantos gatos pingados possuem o hábito recorrente de vasculhar os arquivos de um blog?
É preciso ainda falar de textos longos. Quantas vezes você já não se deparou com algum post mais alongado que, metalinguisticamente, pedia desculpas ao leitor com alguma frase do tipo "se você teve paciência para chegar até aqui...". E isso para não falar dos comentários off topic, ao melhor estilo não-tive-tempo-para-ler-seu-texto-só-escrevi-pra-dizer-oi-adoro-o-seu-blog-visite-o-meu! O fato é inequívoco: ler textos na tela é cansativo e é difícil resistir à compulsão de "folheá-los" na diagonal.
Por vezes encaro Pensar Enlouquece como uma espécie de antiblog. Não porque eu desgoste de blogues (muito pelo contrário, a considerável quantidade de links do meu menu à esquerda é a prova contumaz de que há muita vida inteligente na blogosfera) ou raramente fale de minha vida pessoal, e sim porque não sou, e provavelmente jamais serei capaz de publicar textos aprazíveis todo santo dia. Enquanto a maior parte de meus colegas publica três, quatro, cinco posts no intervalo de poucas horas, aqui dificilmente você se deparará com mais do que um texto por dia, e isso se houver algum.
Em meio a tanta urgência e fugacidade há que se reiterar, pois, alguns dos melhores aspectos positivos do meio "blog": o fomento de debates em tempo real, o estímulo à comunicação de idéias, a democratização da publicação de conteúdo na Web, e, principalmente, a liberdade de expressão (apesar da boçalidade de certas figuras, como o funcionário da Dow Right que quis intimidar Cris Dias a ponto de tentar persuadi-lo a remover um texto de seu blog).
Não posso deixar de lamentar, contudo, os efeitos colaterais surgidos em meio à urgência de novos posts. Ao contrário de textos impressos em celulose, transportáveis para qualquer local e lidos quando bem entender, o prazo de validade de um post vale pelo tempo em que é exibido na home-page. Depois, torna-se jornal virtual a embrulhar peixes cibernéticos precocemente envelhecidos, folheado por uma massa restrita de leitores.
* * * * *
Toda vez que eu encontro um amigo, digamos, "off-line", e ele descobre que possuo um blog razoavelmente conhecido, a pergunta que segue é quase inevitável:
- Blog? O que é isso?
Tecnicamente falando, blog é um site regularmente atualizado, cujos posts ("entradas" compostas por textos, fotos, ilustrações e/ou links) são armazenados em ordem cronologicamente inversa, com as atualizações mais recentes no topo da página. Criados a partir de ferramentas de publicação que dispensam seu autor de conhecer obrigatoriamente HTML ou outras linguagens de programação (exemplos: Blogger, Movable Type e B2), blogues são páginas dinâmicas e democráticas: qualquer internauta razoavelmente alfabetizado é capaz de criar o seu. Podem ser espaço para desabafos pessoais, mural de recados, caderno de rascunhos literários, veículo para egolatria destilado em bits e bytes, divã virtual, depósito de links curiosos, diário de viagem, hobby para desocupados ou tudo isso ao mesmo tempo agora.
Falando sob o meu ponto de vista específico, este blog é um recanto virtual no qual exponho minhas idéias, divulgo pessoas, obras e links que julgo que mereçam ser melhor conhecidas, publico algumas experimentações literárias e interajo com outras pessoas. Ou seja, como uma espécie de fanzine eletrônico através do qual filtro o mundo à minha volta de acordo com meus interesses, paixões e imperfeições.
Contudo, não posso dizer que me surpreendo ao constatar que a maior parte dos blogues Web afora limita-se a dar copy-and-paste de crônicas, ilustrações, notas informativas e letras de música de terceiros, limando um blog do que ele poderia oferecer de mais interessante: as opiniões e idéias inequivocadamente únicas da pessoa que o criou. Mesmo assim, esses sites possuem lá o seu valor sociológico, ao delinear o perfil de uma geração que não diz a que veio simplesmente porque é incapaz de formular sentenças de próprio cunho, e que se compraz em rechear seus blogues com piadas recicladas e ilustrações que repetem ad nauseam os mesmos padrões de sátira baseados em trocadilhos e/ou montagens photoshopadas.